Um amigo de Francisco Leitão foi interrogado pela Polícia Judiciária
por supostamente ter ajudado o suspeito do assassinato de três jovens,
na zona de Torres vedras, a encobrir o desaparecimento de uma das
vítimas, Ivo Delgado, soube o JN.
A informação foi confirmada
pelos pais de Ivo Delgado e pela Polícia Judiciária, que levou o
indivíduo para ser inquirido nas instalações da Unidade Nacional de
Combate ao Terrorismo (UNCT), na noite de segunda-feira, na mesma altura
em que o suspeito do triplo homicídio, Francisco Leitão, era também
detido.
Os inspectores foram buscar o indivíduo à casa onde vive,
na localidade de Areia Branca, situada entre a Lourinhã a Peniche.
Na
mesma noite foram também levados para interrogatório a irmã e o cunhado
do alegado homicida. O amigo de Francisco Leitão foi ouvido e, no dia
seguinte, foi libertado. Não é conhecida a sua condição processual, se
bem que possa já haver mais do que um arguido no inquérito.
Enganado
Os
factos que levaram ao interesse da PJ sobre esta nova personagem do
caso passaram-se em Julho ou Agosto de 2008, – pouco depois de Ivo ter
sido dado como desaparecido, a 27 de Julho – e estão associados a uma
viagem que o pai de Ivo fez a Espanha à procura do filho, a convite de
Francisco Leitão, facto que só agora é conhecido fora dos autos.
Perante
a insistência dos pais de Ivo, que queriam saber do filho, Francisco
enviou uma mensagem a Manuel Delgado, pai da vítima, perguntando-lhe se
ele queria ir ver o filho a Espanha, porque o Ivo lhe tinha dito onde
estava. “Eu disse que sim e ele veio aqui uma noite para irmos a
Espanha”, contou Manuel Delgado, ontem, ao JN, na Serra do Calvo,
Lourinha, junto à casa onde a vítima habitava.
Com ele vinha um
amigo (J.), que na altura residia com a mulher e um filho na casa de
Francisco. “Eu já o conhecia”, salientou Manuel Delgado. O pai de Ivo já
não se lembra onde esteve (“era de noite”), mas lembra-se de que era
Espanha, “vi as placas e era perto da fronteira”. Pararam junto a uma
rotunda e Francisco disse para Manuel estar atento pois o filho “podia
passar de carro”.
Momentos depois, Francisco começava a gritar
“lá vai ele, lá ele”. E depois era J. também: ‘lá vai ele, lá vai ele’.
Eu olhava para um lado e para o outro e não via nada. E gritava: ‘mas
onde, que eu não o vejo?’”, recordou Manuel Delgado. “Fizeram isto umas
duas ou três vezes, os dois juntos e eu sem ver nada, mas eles
insistiam: ‘então não vê ali, naquele carro?’. Mas eu nunca vi nada”,
acrescenta.
“Passado um bocado, o Francisco disse-me que tinha
recebido uma mensagem do Ivo a dizer que para sairmos dali senão
matavam-nos e a ele também, por causa de uns negócios de carros. Eu tive
medo e disse então que era melhor voltarmos”, relata.
Meteram-se
no carro e voltaram à Lourinhã, mas o episódio foi contado à PJ logo no
início da investigação. “Só então percebi que o Francisco e o J. me
tinham enganado”, lamenta Manuel.
por supostamente ter ajudado o suspeito do assassinato de três jovens,
na zona de Torres vedras, a encobrir o desaparecimento de uma das
vítimas, Ivo Delgado, soube o JN.
A informação foi confirmada
pelos pais de Ivo Delgado e pela Polícia Judiciária, que levou o
indivíduo para ser inquirido nas instalações da Unidade Nacional de
Combate ao Terrorismo (UNCT), na noite de segunda-feira, na mesma altura
em que o suspeito do triplo homicídio, Francisco Leitão, era também
detido.
Os inspectores foram buscar o indivíduo à casa onde vive,
na localidade de Areia Branca, situada entre a Lourinhã a Peniche.
Na
mesma noite foram também levados para interrogatório a irmã e o cunhado
do alegado homicida. O amigo de Francisco Leitão foi ouvido e, no dia
seguinte, foi libertado. Não é conhecida a sua condição processual, se
bem que possa já haver mais do que um arguido no inquérito.
Enganado
Os
factos que levaram ao interesse da PJ sobre esta nova personagem do
caso passaram-se em Julho ou Agosto de 2008, – pouco depois de Ivo ter
sido dado como desaparecido, a 27 de Julho – e estão associados a uma
viagem que o pai de Ivo fez a Espanha à procura do filho, a convite de
Francisco Leitão, facto que só agora é conhecido fora dos autos.
Perante
a insistência dos pais de Ivo, que queriam saber do filho, Francisco
enviou uma mensagem a Manuel Delgado, pai da vítima, perguntando-lhe se
ele queria ir ver o filho a Espanha, porque o Ivo lhe tinha dito onde
estava. “Eu disse que sim e ele veio aqui uma noite para irmos a
Espanha”, contou Manuel Delgado, ontem, ao JN, na Serra do Calvo,
Lourinha, junto à casa onde a vítima habitava.
Com ele vinha um
amigo (J.), que na altura residia com a mulher e um filho na casa de
Francisco. “Eu já o conhecia”, salientou Manuel Delgado. O pai de Ivo já
não se lembra onde esteve (“era de noite”), mas lembra-se de que era
Espanha, “vi as placas e era perto da fronteira”. Pararam junto a uma
rotunda e Francisco disse para Manuel estar atento pois o filho “podia
passar de carro”.
Momentos depois, Francisco começava a gritar
“lá vai ele, lá ele”. E depois era J. também: ‘lá vai ele, lá vai ele’.
Eu olhava para um lado e para o outro e não via nada. E gritava: ‘mas
onde, que eu não o vejo?’”, recordou Manuel Delgado. “Fizeram isto umas
duas ou três vezes, os dois juntos e eu sem ver nada, mas eles
insistiam: ‘então não vê ali, naquele carro?’. Mas eu nunca vi nada”,
acrescenta.
“Passado um bocado, o Francisco disse-me que tinha
recebido uma mensagem do Ivo a dizer que para sairmos dali senão
matavam-nos e a ele também, por causa de uns negócios de carros. Eu tive
medo e disse então que era melhor voltarmos”, relata.
Meteram-se
no carro e voltaram à Lourinhã, mas o episódio foi contado à PJ logo no
início da investigação. “Só então percebi que o Francisco e o J. me
tinham enganado”, lamenta Manuel.
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